PATIFE(S)

Em consequência dos resultados retumbantes e inequívocos obtidos nas últimas eleições autárquicas, os movimentos de apoio às diferentes candidaturas dos independentes exonerados pelos seus partidos “do coração” preparam-se para, numa conjugação de forças – assim tipo coligação de trafulhices -, oficializar o desabrochar de um novo partido para o espectro político português.

No sentido, estritamente patriótico, de obviar o processo, permitindo, quem sabe, apresentar atempadamente um candidato “decente” para as próximas presidenciais, foi constituída uma comissão de angariação de novos membros, que, qual comissão de festas provincianas, será constituída por: um porta-estandarte; um tocador de bombo; um corneteiro e um arguido por processo de corrupção (activa ou passiva, nesta fase pouco interessa) à espera de julgamento. Esta comitiva deambulará, ininterrupta e reiteradamente, pelas portas das delegações regionais da polícia judiciária e dos tribunais, sempre que estas instituições não se encontrem em greve ou em férias - 5 dias por mês, portanto. No entanto, sabe-se que foram encetadas negociações, algumas das quais já se encontram em estágios muitos avançados, para a entrada imediata de personalidades de relevo (para o propósito), como são, entre outros : o padre Frederico (ansiado por ser vizinho, no Brasil, de uma das grandes impulsionadoras do movimento); Jorge Gonçalves; Vale e Azevedo; e aquele mocinho que já foi apanhado 60 vezes a conduzir sem carta de condução.

Será em breve publicado, nos diários de maior tiragem, um apelo à sugestão de um nome para esta nova associação política, de forma a que todos os cidadãos do nosso país se sintam envolvidos. Da minha parte já têm uma sugestão: Partido Apoiante dos Trapaceiros Independentes que Foram Exonerados (os Sem-vergonha) – PATIFE(S). Agora é convosco. Força!


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Então e as aves?

Estou chocado com a parcialidade da RTP, a televisão de todos nós. Não é que promoveram um debate acerca da gripe das aves, intitulado “Gripe das aves / ALERTA 3”, no qual a parte mais interessada, as aves, não estava representada! O que é isto? Já perdemos a vergonha por completo, não? Até dou de barato não terem convidado um vírus H5N1 – o responsável por esta confusão pandémica -, que se calhar seria difícil de entrevistar, e até de ver, pronto. Mas agora, não terem contado com a participação de uma ave? É que nem um piu!

É certo que convidaram o Dr. Marinho Falcão, mas parece-me manifestamente insuficiente, e até pernicioso para a credibilidade da instituição, tentarem compensar uma falta por um nome. Para além de constituir um insulto para a inteligência dos espectadores mais atentos e interessados.

Espero uma represália veemente e exemplar por parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social, sob pena de cairmos, definitivamente, nos hábitos lodacentos da manipulação da informação.

Meus senhores, vamos lá a ter mais tento, que nem toda a gente está adormecida. Viva a liberdade! Vivam as aves! Viva aquele dia do outro mês!


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Qualquer dia...

No domingo, depois de conseguir domesticar os meus filhos, e de os ter deitado (assunto a que, invariavelmente, voltarei um dia destes), sentei-me no sofá, e deparei com a seguinte cena na televisão: um ser humano, de aspecto quase masculino, a correr efeminadamente; e outro, puxado pela mão do primeiro - tentando acompanha-lo, na velocidade e no estilo –, trajando uma camisa vermelho-sangue, com uns laivos brilhantes, aberta até ao umbigo, que acabava entalada numas apertadíssimas calças pretas. Ah, ia-me esquecendo: o segundo tinha rabo-de-cavalo (pormenor pouco relevante para o caso, confesso, mas serve para melhor se visualizar o quadro). Ao deparar-me com tal cena, não pude deixar de perguntar, calmamente, à minha esposa: “O QUE É ISTO???!!!???? Porque é que estes gajos (ainda na dúvida, mas resolvi arriscar) estão a correr que nem uns mariquinhas?”; ao que ela me respondeu: “Então, pouco barulho que já me acordaste!”; e continuando, depois de ver a minha inquietação no sofá, à procura de um comando que me libertasse rapidamente daquela visão, “É o Esquadrão G, da SIC”, e vai de explicar-me, resumidamente, a mecânica do programa.

Enquanto respirava fundo, depois de ter mudado de canal, ainda pensei para mim: “Porra, qualquer dia ainda se lembram de agarrar no panasca – perdão, homossexual - mais piroso que houver no país, e metem-no num concurso, assim tipo Reality Show”; para logo em seguida me auto-tranquilizar “Lá estás tu com os teus exagerados delírios, estamos em Portugal, um país da comunidade europeia, ninguém ia fazer isso, e muito menos assistir a tal aberração”. E lá continuei no meu esforçado zapping pela noite dentro.

PS: a propósito, não me lembro de ver o que estava a dar na TVI.


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os Mentirosos

Depois de ter visto, nos noticiários de ontem à noite, o Sr. Ministro da agricultura referir que: “já foram dispendidos cerca de 45 milhões de euros”, frase, de seguida, rebatida por um Dirigente de uma Associação de agricultores, da seguinte forma: “essa verba nunca foi disponibilizada, é um invenção”, não pude deixar de pensar: “porque raios me hei-de zangar com os meus filhos, quando estes me mentem acerca da lavagem das mãos, da arrumação do quarto, ou sobre quem partiu a caixa de um qualquer CD?”


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As presidenciais dos desprotegidos

Pois é, dados os candidatos presidenciais que já se perfilaram, só me resta concluir que estamos na presença de umas eleições presidenciais em nome dos desprotegidos. Senão vejamos: já temos um idoso; um artista; um professor; um comunista; e um defensor dos direitos dos homossexuais e das minorias étnicas e rácicas. Desta forma, para o ramalhete ficar mais compostinho, já só falta um sportinguista e um animal. Vá lá, vamos a avançar, amigos esverdeados e Alberto João.


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Intróito

Ora, cá estou Eu. Depois de muito tempo a evitar, fui finalmente empurrado pela minha consciência (que não pára quieta, por muito que eu a espanque!) para este singelo universo, onde se partilham ideias e experiências - mera coscuvilhice, portanto – a grande maioria das quais, se fosse exprimida oralmente, provocaria fortes cargas de pancada nos seus interlocutores ou, até, o simples desprezo por parte da sociedade. A partir deste momento, a vidita daqueles que, não lhes restando (mais) nada de interessante para gastarem o tempo, aqui se deterão, terá um novo rumo (onde é que eu já li isto?), sendo necessário, por isto, a posse de uma bússola, para se poderem orientar correctamente. Não prometo nada, como tal, não estejam já a pensar que vou prometer alguma coisa. Agora, vão lá fazer qualquer coisinha produtiva, que quando puder, voltarei. Até lá.


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